13 dezembro 2010
A Pedra e a Flôr
E triste. Mas é também infinitamente mais tranquila a existência longe de sua casa .
Isso é o que eu sinto agora, 24 horas depois de dicidir tentar viver em abstinência de você.
E abstinência é abstinência, a tendência é ficar pior, já estou trêmula mas ainda decidida. quando a noite cair acho que estarei psicótica e terei que ser muito forte para resistir a tentação de ouvir sua voz...
Vou adotar o lema da nárcoticos anonimos daqui pra frente, " Só por hoje..." e torcer para que todos os hojes passem bem rápido até o dia em que sonho, vou acordar e não te desejar mais.
E você mais do que ninguém entende de abstinência não é? Só que diferente da minha, a sua termina quando os seus " amigos" chegarem lá pelas oito de hoje... você então estará anestesiado contra a minha ausência, embalado pela prostituta mal cheirososa...
Três é demais. E ela venceu.
Postado por Tulipa às 13:31 3 comentários
Marcadores: Drogas
30 setembro 2010
Nosso amor tem fuso horário
Postado por Tulipa às 23:46 2 comentários
12 maio 2010
Tulipa. Delitos de uma flôr.
Postado por Tulipa às 13:00 2 comentários
Vestida de sonhos...
Vestida somente de sonhos eu o espero.
Não por amor, definitivamente, mas pelo ato em si.
Espero, é claro que espero, pois mulheres fazem isso como ninguém.
Tenho nos olhos um brilho comum aos olhos de garotas que se permitem
e no corpo a real razão para espera-lo, vestida de sonhos somente...
Postado por Tulipa às 12:35 3 comentários
06 maio 2010
Pedofilia.
É engraçado... o sujeito pode ser um FDP! Mas tem cabelo branco, tem aquele andar já prejudicado pela idade... e tem também aquela vozinha doce de vovôzinho... e a maioria das crianças não desconfiaria de um velhinho assim.
Não estou dizendo que todo padre é pedófilo ou todo senhor idoso safado... mas aqueles que não são é por que não o querem, é um disfarce perfeito! Não para mim (que já passei da idade graças a Deus e nem para minhas irmãs que tiveram te a sorte de ser criada por aquela mulher que falei logo acima... a do papai noel que passa a mão na bunda!)
Eu lamento por essas famílias que estarão para sempre marcadas por estes crimes de sacristia. Me emocionei com o depoimento de uma mãe a um programa de TV " Ele estava ali, no mar com o meu filhinho... ele o bolinava. E eu não percebi nada"
A mídia e a CPI da pedofilia tem feito o seu trabalho, desmascarando este e outros monstros de batina... e o Papa? que vergonha... ainda bem que não sou católica... escondia tudo, meu Deus! Debaixo daquela batina luxuosa, bordada a ouro.
Postado por Tulipa às 07:20 2 comentários
Para um anjo devassso...
E se você passar por mim... não ignore este aviso.
É que ontem eu fui tocada por um anjo... ele amanheceu comigo e (pasme!) me quer por perto.
Um anjo sacana é verdade, que me foi dado de presente pela minha mãe... um presente de muito bom gosto como tudo que essa mulher escolhe para mim.
E eu estou em estado de graça... como não podia deixar de ser, é um anjo e historicamente eles sempre vêm com boas novas, costumam ser os portadores de mensagens do todo poderoso. Não sei o que mais ele pode ter trago com consigo... mas desconfio que a sua presença em minha vida já é a boa nova e eu humildemente digo que não precisa vir com nenhum presente especial... a sua chegada já é o que há de mais extraordinário.
Um anjo-presente que ganhei cheio de boas recomendações mas sem um manual de instruções infelizmente... com um coração fértil onde desconfio que devo pisar devagarinho... Mas sagitarianas não andam... trotam! Tem jeito não amigo, vou ficar com a parcela menos sacra e mais safa deste anjo. Isto está decidido!!!
Mas só isso está decidido! Estou diante de um ser celestial e não faço a menor idéia do que fazer com ele. Nunca tive um anjo e agora estou eu e meus erros infantis diante deste ser iluminado e eu impenitente ao invés de me redimir ando mesmo querendo é errar diferente.
E ele percebe... é anjo, mas não é bobo... sacou logo que sua presença iluminada anda me causando arrepios e não redenção.
Tem lugar na vida de uma garota como eu para um anjo?
Eu respondo que sim... tem sempre lugar para coisas boas que me chegam... e um anjo será muito bem vindo, desde que se dispa de seu manto sagrado e venha brincar comigo no meu quintal!
Por que eu tremo, boba, diante de seus olhos... eu coro cada vez que ele abre um sorriso. E como não podia ser diferente eu falo demais! E ontei falei palavrão pro anjo... mas ele mereceu!
O anjo perdeu suas horas sagradas essa madrugada comigo... sou grata.
Deus todo poderoso tem essa mania de me presentear de supetão com coisas grandiosas e me deixar aqui perdida sem saber o que fazer.
Mas eu, metida a trocar favores até com seres celestiais tenho um trato com ele.
Ele fica o quanto quiser... e esta história profano-sagrada se desenrola como Deus quiser...
Postado por Tulipa às 06:28 6 comentários
14 abril 2010
Vem!
Deite-se de novo aqui em meu peito, agora tenho certeza que tudo que preciso para fazê-lo feliz é boa vontade. Por que se não estou enganada vi de novo seus olhinhos brilharem ao menor sinal de salvação.
Minha criança arredia e burra! Não aprendeu ainda que em tudo o que lhe digo há mais do que eu acho que gostaria de ouvir do que de fato verdades?
E vem de novo, pedinte, viciado no ócio e na segurança que só eu e sua mãe podemos te dar. Dormir abraçadinho ao som dos Los Hermanos. Eu me levanto primeiro, você hoje durma o quanto quiser.
Não acredito que só eu até hoje me dei conta de sua beleza apolínia e da sua boa vontade (desde que muito bem "paga") de promover o prazer feminino.
Vem me matar de ódio de novo, você sabe o que eu quero, mas sabe também que se me der na escala industrial que eu desejo eu me vou para nunca mais.
Quantos nãos eu ouvi de você noite a fora? Sabe que ninguém mais me disse um e que planejo matar o próximo que se atrever?
E eu de novo no seu trailer sujo, passando por toda sorte de humilhações só para tê-lo comigo. Você envolvido em tramas quase criminosas só por que resolveu me querer.
Para este amor, na lista negra do "todo poderoso"não há outra solução... ele se realiza no nosso despudor. Amor de bicho. Cio nunca satisfeito.
Ratos debaixo da cama tem tudo a ver com isso.
Faltar água e luz também.
Brigar até que você arranque a minha roupa enquanto eu forjo uma inúltil resitência também tem.
Medo de tiros, medo das coisas que você nunca pôde me contar.
Medo de perder para a internet ou para seu relógio digital.
Medo da sua infidelidade tecnológica.
Minha criança linda! Não há nada neste playground que você desconheça, mas querendo a gente reinventa e eu sou capaz de te oferecer uma fille , com quem poderiamos nos divertir muito.
Eu sei que posso te fazer feliz enquanto andar com meu coração na boca, só preciso ter vontade. E você, só precisa acreditar que é de novo possível inverter todos os papéis e ser de novo a minha jovem esposa. O mundo lá fora se assusta com essas coisas mas a gente sabe o que não está fazendo:
Não estamos querendo o seu dinheiro.
Não estamos oferencendo risco a vida de nenhum deles.
Nem estaremos traindo a confiança de ninguém por que nenhum deles jamais acreditou na gente, juntos ou separados.
Vão te chamar de cada nome impublicável minha criança, deixa que eu cuido disso esfregando nossa felicidade em suas caras de tacho.
Mas corre logo pra cá! Há muito espaço e pouco tempo.
Deixei que profanessem o nosso templo, me perdoe. Mas nunca deixei de pensar em você.
Postado por Tulipa às 10:23 7 comentários
08 abril 2010
"Yakult" e "Cocaína"
Ela liga para a avó da boate gay com a voz doce e arrependida, se sentiu de repente muito feliz (o álcool...) e quer pedir desculpas pela ultima pirraça.
Da família quer os mimos de sempre: Guloseimas na geladeira, cremes específicos (e caros) para o seu tipo de cabelo, que não esperem acordados e que não façam estardalhaço quando ela chegar lá pelas tantas, chapada!
Dos amigos, tolerância e promoção de festinhas regadas a tudo quanto não presta... e pousada quando ela resolver que não vai voltar pra casa.
Ela que sempre foi agraciada pelas bênçãos divinas, e que agora pede sem vergonhamente para continuar sendo poupada das adversidades. É a mesma que gostaria de acordar ás 14:00hs todos os dias e mesmo quando não sai não dorme antes das 3 da manhã.
Está agora, no mínimo bissexual, mas não esqueceu um cara aí, para ela muito especial.
Gostaria de praticar sexo todos os dias e só por esta razão talvez um dia ela viesse a se casar, mas tem certeza absoluta que seu pai jamais a entregará a ninguém no altar.
Manhosa pede um cafuné e que massageiem seus pés, que invariavelmente está cheios de calos por que dançou a noite toda de salto alto.
Dengosa acha que poderiam trata-la como um bebê e a maior parte do tempo age como um.
Mas quer ser um bebê nas prioridades de alimentação e na incapacidade de ser punida, resguardando sua privacidade e sem que lhe façam nenhuma restrição.
Ela que aos 23 faz muita questão da pensão que o pai lhe dá, mas prefere manter em sigilo o destino nada nobre que deu até hoje a grana e agora está muito brava por que terá que destina-la a coisas sérias.
Adoraria que os cientistas colocassem em sua lista de prioridades juntamente com a cura de males como a AIDS e o Câncer a criação de um clone para ela, que passaria então a se dedicar só ao que lhe dá prazer, deixando a pobre cópia a função de cuidar da parte chata e burocrática de sua vida.
E que o governo se empenhasse de verdade na resolução de problemas sérios como a população que vive no país abaixo da linha da pobreza, ou com uma forma de assistir a população carente sem os viciar em assistencialismo. Se empenhasse tanto que se esquesece que ela é uma jovem perfeitamente saudável e aposentassem por descuido...
Outro dia em uma de suas andanças, se comoveu com uma senhora com dificuldade de locomoção, lembrou-se de sua avó, em casa com o braço engessado tendo por companhia seu tio esquizofrênico. Sentiu culpa, chorou... e deu cabo da culpa pensando que cada um deve contribuir com a sociedade colocando seus talentos a disposição. O seu é bater perna, pois bem, fica decretado que de agora em diante nem seu tio nem sua avó saem pra resolver nada, ela cuidará de tudo nesse sentido. Ah, ela faria muito mais só para não precisar lavar vasilhas...
O seu lado racional é as vezes espantoso, sabe como ninguém colocar as palavras certas na hora certa e fazer todo mundo se sentir melhor. É metida a trocar favores até com Deus e acredita que pode resolver coisas com sua força de vontade, que sedução é quase uma questão matemática e que pode, querendo, tornar-se a alma gêmea de qualquer passante.
E o seu lado irracional é implacável, destrói em minutos o que ela levou anos arquitetando, com sua fome e cio nunca satisfeitos. A faz ter atitudes bastante imbecis, como por exemplo passar três dias na casa de gente que ela nunca viu antes na vida e partir apaixonada por dois deles.
Parece difícil de conciliar estes dois lados, e é. Mas ela se diverte não tentando...
Leal com os amigos sempre foi, mas dei para desconfiar que ela faz isso só para evitar confusão e ter que dar satisfações... oh sim, ela odeia isso!
Planeja parar de olhar para o próprio umbigo um dia desses, vai tratar de se envolver em alguma questão humanitária (humanitária, por que por mais que tente ela não consegue achar mais importante a preservação dos micos leões do que coisas como a má divisão da renda no país e a total falta de auto-estima da mulher negra no Brasil... as mais bonitas estarão sempre metidas em trajes minúsculos rebolando a bunda no carnaval)
Ela acha que o Deus perdoa seus pecados com muita facilidade por duas razões, uma é que ela mesma é muito boa em perdoar os pecados alheios e outra é que se ele estiver somando desde que ela nasceu já perdeu a conta faz tempo.
Ela é muitas vezes sem escrúpulos mesmo, mente por coisas banais. E as vezes fala verdades que ninguém precisava ouvir. É também generosa em dividir o pouco que tem e e tolerante com as limitações dos outros.
Ela é sim essencialmente humana e brasileira, com seus desejos inconfessos e sua cretinice de ainda acreditar na política e na democracia. Aliás acha democracia a invenção mais linda da humanidade... Como mulher que é está sempre entregue a fúria de seus hormônios, hora linda, hora lixo!
Faz coisas erradas por querer e as vezes acerta acidentalmente. É tão orgulhosa que sequer consegue desejar outra vida, precavida cuidou até hoje para que ninguém a admirasse por isso.
Esperta, sacou cedo que a vida é muito curta.
Imbecil, as vezes faz muitas coisas que podem torna-la ainda menor.
E por aí ela vai... quando terminar a faculdade não vai ter a menor ideia do que fazer com tudo que aprendeu, aliás, ela sabe um monte de coisas que não têm certeza para que servem.
Tem uma crença inabalável que homens gostam de mulheres inteligentes embora esta sua teoria tenha caído por terra diversas vezes. Por pensar assim mantém distância dessas revistas femininas que ensinam posições, o que falar, como agir, se engolir ou não e outras coisas "importantíssimas".
Se está afim de um cara compra logo uma revista maneira de atualidades, um brinco novo e parte pra luta... é um vício que ela tem, por mais que o cara em questão seja o carregador de verduras do sacolão ao lado da casa dela.,
Aliás em se tratando de homens para se comer, ela é chegada a um trabalhador braçal.
Ela acha muito, mas muito chato mesmo gente que fala o tempo todo de si mesmo e a maior parte do tempo ela paga por aí de politizada, mas acha como qualquer ser humano normal que ela é a pessoa mais interessante do mundo. Por isso para aliviar suas tendências narcisistas ela escreve de vez em quando ao invés de ocupar os ouvidos dos amigos com coisas que não interessam a mais ninguém. Acredita que fazendo isso está prestando um favor ao mundo.
O que é que ela quer da vida?
"Yakult" e "Cocaína."
Postado por Tulipa às 00:50 5 comentários
06 abril 2010
Brindando a Lou...
Ainda falando de inveja... o que eu não daria para ser a autora de algo como o que você lerá abaixo.
Para quem não conhece esta é a Elisa Lucinda, uma flôr mulata e visceral... odeio não ser capaz de escrever como ela mas ainda assim compartilhar desse mesmo desejo... A poesia que escolhi se chama "Da chegada do amor". Linda, transparente... despudorada! Como a própria Elisa.
Ah, o que motivou a postar algo de Elisa Lucinda é brindar uma nova amizade, uma moça bonita aí... cuja a intensidade me deixou embriagada e a poesia postada em seu blog me fez lembrar a obra de Elisa.
DA CHEGADA DO AMOR...
Sempre quis um amor
que falasse
que soubesse o que sentisse.
Sempre quis uma amor que elaborasse
Que quando dormisse
ressonasse confiança
no sopro do sono
e trouxesse beijo
no clarão da amanhecice.
Sempre quis um amor
que coubesse no que me disse.
Sempre quis uma meninice
entre menino e senhor
uma cachorrice
onde tanto pudesse a sem-vergonhice
do macho
quanto a sabedoria do sabedor.
Sempre quis um amor cujo
BOM DIA!
morasse na eternidade de encadear os tempos:
passado presente futuro
coisa da mesma embocadura
sabor da mesma golada.
Sempre quis um amor de goleadas
cuja rede complexa
do pano de fundo dos seres
não assustasse.
Sempre quis um amor
que não se incomodasse
quando a poesia da cama me levasse.
Sempre quis uma amor
que não se chateasse
diante das diferenças.
Agora, diante da encomenda
metade de mim rasga afoita
o embrulho
e a outra metade é o
futuro de saber o segredo
que enrola o laço,
é observar
o desenho
do invólucro e compará-lo
com a calma da alma
o seu conteúdo.
Contudo
sempre quis um amor
que me coubesse futuro
e me alternasse em menina e adulto
que ora eu fosse o fácil, o sério
e ora um doce mistério
que ora eu fosse medo-asneira
e ora eu fosse brincadeira
ultra-sonografia do furor,
sempre quis um amor
que sem tensa-corrida-de ocorresse.
Sempre quis um amor
que acontecesse
sem esforço
sem medo da inspiração
por ele acabar.
Sempre quis um amor
de abafar,
(não o caso)
mas cuja demora de ocaso
estivesse imensamente
nas nossas mãos.
Sem senãos.
Sempre quis um amor
com definição de quero
sem o lero-lero da falsa sedução.
Eu sempre disse não
à constituição dos séculos
que diz que o "garantido" amor
é a sua negação.
Sempre quis um amor
que gozasse
e que pouco antes
de chegar a esse céu
se anunciasse.
Sempre quis um amor
que vivesse a felicidade
sem reclamar dela ou disso.
Sempre quis um amor não omisso
e que suas estórias me contasse.
Ah, eu sempre quis uma amor que amasse.
Postado por Tulipa às 23:10 3 comentários
Um cantinho pra sonhar...
Pretendo deixar de ter inveja do blog alheio assim que este aqui tiver umas visitas consideráveis... não me dêem crédito pessoas, isso é só mais uma condição que coloco para nunca deixar de fazer algo.
E é sempre assim, já repararam? Geralmente a gente convenciona certos vicios, abandonar atitudes auto destrutivas, tomar aquela atitude revolucionária de vida á coisas que fogem do nosso controle... a coisas que dependem de outros. Isso nada mais é do que medo de romper com coisas que já estão empoeiradas, gente que nos faz mais mal do que bem... Isso é medo. É humano, mas nem por isso é legal. E é uma boa (mas covarde) alternativa para quem não tá afim de assumir responsabilidades com a própria vida. Por que se as coisas não sairem como planejado, bem, a culpa e da outra pessoa que não fez a sua parte.
As vezes a gente é tão louco que condiciona decisões a coisas inanimadas... dias da semana... essa é otima, mulher adora! " Vou começar a minha dieta na segunda!" Caralho! E passa segunda, terça, quarta e ela não começa, será que a segunda-feira faltou com a sua parte, não deu as caras? Fomos do domingo para a terça, sem escala?
Nada disso, a verdade é que desde que se formulou esta frase a intenção era não cumprir, e não se culpem, dieta deve ser horrivel mesmo! Aí condiciona-se a decisão de ficar gostosa ao dia da semana e pronto.
Eu escrevo coisas lindas... mas pouco uteis, eu sempre fui assim. Não vejo utilidade na utilidade, entendem?
O mundo já é prático demais... o que eu sempre desejei para mim foi um cantinho pra sonhar... mas sonhar sozinha tem sido horrivel!
Preciso de companhia, mesmo que virtual... não, não morram de pena de mim. Eu sou uma canastrona que começou este post falando de inveja, no meio do texto achou que daria um bom e-mail para se mandar aos amigos e implorar visitinhas (e mimos, e comentários) e ainda quis dar uma lição de moral nos meus futuros leitores, mandando todo mundo sair por aí assumindo suas responsabilidades com suas próprias vidas.
Umas vistinhas não seriam mal hein? Passar a cuidar da minha vida já que ela é minha, também não... mas ainda quero um cantinho pra sonhar...
Postado por Tulipa às 16:07 3 comentários
30 março 2010
As tais pulseirinhas...
Postado por Tulipa às 09:37 3 comentários
09 dezembro 2009
Eu sou o milagre!
Um lindo e duplo milagre... filha de uma sapatão convicta e um travesti transformado.
É isso aí! Meu pai tinha peito e minha mãe nunca usava sutiã. Ambos lindas prostitutas soro positivas.
O travesti foi primeiro, mamãe muitos anos depois... e eu sigo parindo milagrosamente filhos saudáveis.
Fui orfã de mãe viva durante muitos anos... crescendo saudável, sem maiores cuidados feito capim, criada debaixo de cacete pelos meus avós maternos
Ninguém é um milagre impunemente, cobravam no meu lombo a conta de minha mãe (tá certa mãe, eu se pudesse também tinha fugido aos 15!)
Perdi minha virgindade em circunstâncias que variam de acordo com o meu humor. Mas foi bem cedo.
Não me lembro quando isso tudo começou, sei que enquanto minhas primas ainda brincavam de boneca eu já trepava como gente grande.
Com gente grande.
É simples, eu gostava dos homens... eles gostavam de mim... aos 11, 12 eu já não era criança. Eu era uma perdição.
Eu cresci, assim, milagrosamente... me dei bem e mal na vida. E dei muito.
Me tornei puta quando cansei de dar só para me exibir. Agora quem quisesse ia ter que pagar, chega desse negócio de dar enconstada no muro ou no lote vago.
E nesta mesma época fugi para não ver minha mãe morrer...ah! Não me culpo... por que a verdade é que foi um acidente ela estar presente na hora do meu nascimento... ela nunca mais esteve comigo de verdade em lugar algum.
Eu tinha a prostituição na minha composição genética... talvez por isso, em quase todo lugar que trabalhei demonstrava ser a que mais tinha vocação pra coisa.
Na BR que vai de Minas pra Sampa, na boite, na cama... onde sua imaginação mandar desde que o meu preço seja pago.
Eu já não era mulher, eu era granada!
E hoje meu amigo eu não sei te dizer quantos homens passaram pelo meio das minhas pernas.
Deve existir uma explicação, mamãe devia dançar pra mim antes de me deixar sozinha e partir pra vida... outra coisa não explica meus movimentos, lindos, espontâneos... não faço idéia de como os adquiri... pendurada naquele ferro no palco, uns 30 caras me olhando, as parceiras de vida também, com alguma inveja... R$ 1.200,00 nas próximas 4 horas...
Hoje, após a minha segunda gravidez o espelho sinceramente não reflete mais algo tão viçoso.
Eu sou estilhaço e fumaça que fica depois da explosão.
Mas me acredito ainda muito letal... não tenho nada meu amigo, eu não me importo.
Meu legado são minhas paixões e passado pra render umas três biografias.
Como mamãe, também não vou deixar herança para os meus bebês acidentais.
Na profissão de Maria Madalena eu não fiz fortuna.
Eu fiz estrago!
Postado por Tulipa às 15:08 5 comentários
24 novembro 2009
Sou simpática. Não vou por isso dar pra você!!!
Talvez. Mas você sabe, não faria isso por caridade. Você não merece e além do mais é bem divertido te ver digerir com dificuldade tanta história e não fazer idéia de como pode caber tanta coisa suja em tão poucas décadas de vida.
Estacionado aí enquanto me vê desfilar todo o meu arsenal de malícia, se satisfazendo com meu mal humor, por já ter desconfiado (garoto esperto!) que não há nada mais aqui para você.
É divertido, mas talvez eu devesse mesmo alerta-lo da falta de originalidade de suas propostas "subliminares" (qualquer criança saberia o que você quer com esse excesso de atenção).
E é sempre assim e eu há muito desisti de entender vocês... Chegam e descobrem um ou outro detalhe a meu respeito e acham que vão tirar algum proveito da situação. Fiquei curiosa agora, baseados em que vocês acham isso? Já vi dezenas de vocês passarem por aqui, admirados e pedintes... e sairam com os braços doloridos de tanto estender as mãos. Não pingo moedas nas mãos de medingos, já tenho o meu flageladinho pessoal e acho errado isso de banalizar a probreza (mesmo que sexual) .
O que os leva cometer o mesmo erro é uma incógnita para mim.
Já me viram subir a Afonso Pena lá pelas tantas com um shortinho enfiado no rabo?
Dar mole para meus superiores algum dia, já viram? Mesmo sorrir quando não estou a vontade ou bajular chefe a troco de algum benefício, me diz, já viu?
Então amigo, o que o leva a crêr que minha tarefa aqui é faze-lo feliz? Que vou ajuda-lo com seus probleminhas? Não, eu não vou. São SEUS problemas e além de tudo muito desinteressantes. Matariam qualquer analista de tédio! Sabe o que você me lembra as vezes? Estes senhores exibicionistas que ficam em horários estrategicos em lotes vagos esperando as adolecentes passarem para lhes mostrar o seu pau. Nunca entendi a lógica desta ação, acho que o que os leva a fazer isso é o simples prazer de se mostrar mesmo. Ou será que eles acham que as mocinhas serão tomadas de um tesão vertiginoso e se lançarão lote vago a dentro com eles para lhes satisfazer todos os desejos???
Você acredita que elas iriam?Crêem mesmo que sua ereção me comove?
Ah, qual é parceiro. Uma ereção de idéias lhe cairia muito melhor...
Postado por Tulipa às 12:53 2 comentários
05 novembro 2009
Jovem, cachorra e feminista!
Um único encontro, uma trepada inconsequente... aquela epoca em que toda fêmea e tomada por uma fúria úterina e não consegue controlar seus impulsos...03 novembro 2009
Noivos Malditos
Quando passaram boa parte da vida mentindo para os outros.
Quando ela, embora 11 anos mais jovem já acumula pecados semelhantes aos dele.
Bem, talvez eles dispensem a cerimônia na igreja, com a desculpa de não terem uma religião quando o real motivo para fazê-lo e a preocupação que nem seus pais dêem as caras por lá.
Talvez ela abra mão de um enxoval luxu(ri)oso, talvez parta munida só de sua desesperada vontade de fazer dar certo.
Talvez ele fuja da instituição onde se encontra se desconfiar de tanta subjugação.
Postado por Tulipa às 15:44 0 comentários
Marcadores: casamento, relacionamento
Para um amor vegetariano...
Saudade, bichinho arredio.
Dificuldade de relatar sem me exibir.
Fazem dez anos, mas ainda assim tem a capacidade de doer ao ser lembrado. E me atrevo (mesmo sem a formação adequada para tanto) a vincular algumas deformações que eu apresento em meu caráter a essa série de "não acontecimentos" da qual eu falo a seguir.
É um história enfadonha de não realização. Cansativa, igualzinha a de um monte de gente por aí... A história de um amor puro e muito bobo, que não sabia infelizmente a força criadura que possuia e tão pouco como a partir daí passaria a desconstruir tudo (para não dizer liquidar!) e habituar-se a não ter, a não achar que pode ou que merece.
São desta época as únicas poesias honestas que foram escritas, mas que seriam não honestamente reformadas todas as vezes se inventasse um novo amor. Todas! Orignalmente escritas para ele... Surpresa! Nenhum de vocês outros me inspiraram a tanto. Mas tudo bem, eu os deixo exibi-las por aí como autênticas provas de que foram amados por mim....
"A desgraça é que tudo é lembrança!" e o que o trouxe a tona de novo foi um filme que eu já havia visto mais de uma vez, e mais de uma vez me emocionado. Chama-se Nunca fui beijada... comédia romântica típica, nada de especial. Exceto uma citação da atriz principal no fim do filme,que emociona por que é verdade e embora o filme seja do ano de 1999 é muito óbvio e sempre atual. É sobre o fato de toda menina ter um garoto por quem vai escola todos os dias... (com a voz da Drew Barrymore narrando e trilha sonora fica muito emocionante mesmo! Eu juro!) bem, este garoto era você. E para meu horror isso não era segredo para ninguém. Sabia que ainda hoje pessoas que nos conheceram juntos ligam a minha história a sua? Vez ou outra sou perguntada sobre você como se a gente jamais tivesse deixado de coexistir. Tamanha a força daquilo que nós nem vivemos plenamente.
Alguém dirá que essa é a coisa mais natural do mundo, nada original e que todos os dias em colégios no mundo inteiro estão se formando jovens casais.
Algo que aconteceu há mais de dez anos, nem mereceria ser aqui relembrado. Mas eu insisto que merece! O "não-ocorrido" hoje mais do que nunca experimenta importância.
O que nós não fizemos e eu depois fiz inúmeras vezes sem você poderia sim ter mudado o rumo da minha história (e, Deus! De tanta gente...)
Por que, se nós já tivessemos feito eu não conheceria o cara com quem eu também não fiz (não como se deve) por que ainda esperava fazer com você, e com quem por isso eu resolvi apelar para formas "alternativas". Que transformou hoje, o fazer em um inferno! (Pausa para fumar um cigarro, a pior coisa que aprendi a fazer depois de você. Mas a respeito disso eu ainda não sei vou como responsabiliza-lo)
Outro exemplo, esse homem que eu hoje tenho cativo, só me idolatra pela minha coleção de erros graves e falhas de carater. E esta "invejavel" coleção (que eu insisto em chamar de autenticidade e que acaba sendo o que eu tenho de melhor infelizmente) eu só adquiri tirando o atraso de coisas que eu deseja mas reprimia no tempo que nós coexistimos, e passando a pratica-las em escala industrial.
Você hoje figura num seleto grupo de pessoas que não me amaram com angústia, é minha lembrança mais bonita, de um tempo em que pré-requisito pra uma música ser boa ou não era o fato de estar cantando o amor que eu achava que vivia.
Faltava ali maturidade pra lidar com algo tão imenso (Por que quando a gente é pequeno tudo parece enorme!) maturidade essa que me vem e volta ainda hoje.
Faltava a tal autenticidade que ironicamente só adquiri por que cheguei a conclusão que não fizemos, que não fomos, por que eu não a possuia.
Me lembro de ter caçado você muitas vezes quando eu já estava de posse dela.
Eu ia a qualquer lugar onde me dissessem que você poderia estar, vestindo invariavelmente a minha tão sonhada autenticidade, as coisas novas que eu tinha aprendido, um vestido curto e alguma coisa de strass.
Foram raras as vezes em que fui presenteada com um reencontro, e todas as vezes revelavam que eu nunca estive pronta pra você. Eu não poderia receber você nem aos 40. Seria até criminoso da sua parte... por que diante de você eu jamais deixei de ter no máximo 17.
Eu ainda sou quando penso em você, como agora, a menina bonita e sem consciência disso que você abraçou quando nos despedimos na formatura.
Nós não fizemos. E mais tarde eu fiz com todo mundo. Era simples demais... por razões variadas ou sem nenhuma razão. Eu só não fiz com você!
Uma perna para o lado, a outra pro outro... e receber em mim a única coisa de você que ainda não conhecia. Eu provavelmente não gosaria, por que estaria muito preocupada em te imprecionar. Foi exatamente assim quando aconteceu, só que sem você.
Eu tinha medo do que você representaria para mim se um dia fisessemos. Que tolice! Não fizemos e você ainda assim representa muito, talvez bem mais do que se tivessemos feito. Por que se assim o fosse você seria simplesmente o primeiro.
Não fizemos, e você vai ser pra sempre a história de uma triste amputação.
Sim. Por que foi isso que aconteceu depois. Esse é o resto da história se ela for contada por alguém mais sincero que eu.
Por que aquela menina teve seu coração amputado. E com ele a sua pureza (justamente a que ela achava que perderia em seus braços, e teve medo) e não só... em suas andanças deixou cair por aí a sua capacidade de ser fiel por mais que goste. Ela se tornou uma paraplégica sentimental, que hoje se orgulha de não valer o sal do batizado. E gostaria que você estivesse aqui pra ver o que foi feito dela.
Mas não, acho que mesmo agora, diante de você eu teria no máximo 17, e te contaria quase tudo o que se passou comigo em tom confessional, como se falasse a um padre. Não arrempedida, mas provavelmente chorando e te implorando pela chance de viver ao seu lado mais algum tempo, quando também de novo não fariamos mas experimentaria outra vez aquele desejo pubescente e o não atrever. A delícia de te amar vegetarianamente...
Isso aqui não é de jeito nenhum uma declaração de culpa tão pouco um lamentar qualquer coisa, isso é uma reflexão que pude fazer num raro momento de paz. Uma tentativa de prever do final para o ínicio alguns acontecimentos... coisa que gosto de fazer na minha inúltil busca por certezas. Quando na verdade tudo o que se pode ter é fé!
Postado por Tulipa às 11:32 0 comentários
Marcadores: certezas, duvidas, lembrança, relacionamento, sexo
28 outubro 2009
Em off.
São 19 tatuagens e eu não posso amar alguém cujo corpo abriga 19 desenhos, um mais tosco que outro e que não refletem nada além de um modismo exarcebado. Sendo três deles nomes de mulheres, três marcas de um passado que eu desconheço em absoluto.
São só 18 anos de vida e menos de 8 passados em sala de aula, mesmo que eu desconsiderasse o fato de você ser 5 anos mais jovem que eu (afinal sou uma mulher moderna, imagina se me limitaria a um detalhe tão insignificante...) tem aí o problema da falta de uma educação formal, que você ao contrário de mim não julga importante.
E eu te vi rindo enquanto eu discursava com orgulho sobre o curso que faço!
E tem mais! Você é fútil e se veste como qualquer garoto aos 18, se rende a qualquer novidade que tenha caído no gosto popular, tem um vocabulário sujo e limitado, mora longe, torce pro Botafogo e alguém pelo amore, me explica o que era aquele seu cabelo vermelho???Mas ai! O que estou eu fazendo agora? Pensando de novo em você, lembrando as cinco bem feitas vezes em que fizemos amor.Fazem quase 24 horas que não consigo parar de arrepiar ao pensar em você, lembrando aquelas sujeiras que você falava ao meu ouvido, lembrando aquele sofá duro onde somente fingindo ignorar o número de pessoas que já devem ter trepado ali é possível se sentar.
Passamos ali o quê? 9 horas juntos? Sem dormir, conversando e contando mentiras, aquelas típicas de quanto pretende-se imprecionar alguém.
E entre uma risada e outra, cigarros, beijos e sexo. Deixa eu te contar que nunca foi assim... nunca! E eu pretendia manter em off essa história toda, tratar como algo isolado, um intervalo em minha vidinha descontrolada de antes e depois de você.
Mas como manter isolada uma coisa que está monopolizand0 meus pensamentos e me deixaram marcas no corpo que relembram aquela madrugada imemorial, onde eu me permiti todo prazer do mundo com alguém de quem mal sabia o nome mas cujo sorriso lindo não pude ignorar?
Postado por Tulipa às 22:18 0 comentários
Marx, Engels e Kama Sutra
Eu acho impossível vê-los juntos agora sem remeter imediatamente a escada, ao elevador e a que ela sabe!
Gostosa a sensação do alcóol abandonando o corpo, tudo agora faz muito mais sentido...
Não dói! Esse meu fogo de palha me salva da sua canalhice.
Mas são as Ciências Socias, o coletivo e a intervenção positiva na sociedade. Somos todos aqui teóricos da boa convivência mas muito pouco dispostos a por em prática.
A gente se sente o máximo por ter uma educação formal mas duvido que assistiria a mais descaso com o semelhante se estivesse num morro, num baile funk qualquer.
Por que é tudo igual demais, todo mundo espera se dar bem depois de cinco copos de cerveja.
A descrição, o respeito e a lealdade a gente pratica são e ao sol. O alcóol e a noite selecionam e corrompem.
E eu estou falando da putaria que a todo mundo promove independente do grau de instrução, eu promovo, tu promoves e ele? O tempo todo e de preferência com alguma amiga minha... Foi tão previsível que nem ciumes eu posso sentir; O que fizemos com os amores caretinhas? -Eu sou seu e você meu, até que a morte nos separe? -Não tem ninguém nesse maldito curso afim de estudar isso não?
O "garoto que eu vou deixar em off" estava certo enfim, uma educação formal não te ensina nada de vida, mundo e boa convivência.
Postado por Tulipa às 22:10 2 comentários
Perdoai as nossas ofensas...
Ecinho e consciência de Deus, que segundo ele "é um cara foda enão precisa ser bajulado"
- Não, Deus é como brincar de batata quente (se te tocou você deve passar pra frente, o bem não pode morrer em você)
Postado por Tulipa às 21:30 1 comentários
Marcadores: Religião
"A inocência do prazer"
Postado por Tulipa às 21:14 1 comentários












